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Inclusão escolar de crianças com deficiência

Promenino Fundação Telefônica

2 anos atrás

ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente

Inclusão escolar de crianças com deficiência

Respeito pela diversidade é maior ferramenta para acabar com preconceito e garantir os direitos de meninos e meninas com deficiência

Da Rede Pró-Menino
Fundação Telefônica

 

Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, a inclusão de crianças com deficiência motora, intelectual, auditiva e visual na rede pública escolar ainda tem muito a melhorar. De acordo com o Censo 2010, do IBGE, 95,2% das crianças de 6 a 14 anos que apresentam algum tipo de deficiência frequentam na escola. No entanto, a porcentagem alta não se traduz em sucesso no aprendizado. Muitas crianças, mesmo matriculadas, não conseguem acompanhar as matérias lecionadas em sala de aula pela falta de recursos específicos, como livros em braile, ou por falta de educadores especializados, que poderiam, por exemplo, ensinar crianças com deficiência auditiva por meio de libras (linguagem brasileira de sinais).

Para melhorar a qualidade do ensino a essas crianças e adolescentes, o governo brasileiro lançou, no ano passado, o Plano Viver sem Limites. Direcionado a todas as pessoas com deficiência do país, o plano abrange, além de facilidade de crédito para adquirir equipamentos para mobilidade e casas acessíveis (pelo Minha Casa Minha Vida), a ampliação do número de escolas com salas de recursos multifuncionais, mais obras de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares, formação de professores para que atendam aos alunos com deficiência, transporte escolar gratuito e educação profissionalizante, entre outros.

Para Camila Benvenuto, psicóloga com especialização em gestão de ambientes inclusivos, a iniciativa do governo é essencial para mudar a realidade brasileira em relação ao deficiente. “As pessoas com deficiência foram excluídas de seus espaços de direito por muito tempo. Não podiam frequentar escolas regulares, nem tinham acesso a ambientes culturais. Esse plano é importante para devolver a elas o que lhes é de direito”, fala.

Segundo a psicóloga, a inclusão, além de restabelecer direitos, é a única maneira de se minimizar o preconceito por parte dos demais brasileiros. “A inclusão escolar, por exemplo. Se nós e nossos pais tivéssemos estudado com pessoas com deficiência, saberíamos, desde pequenos, lidar com a diferença. Isso minimizaria o preconceito, porque a deficiência seria vista como uma diferença, e não como algo ‘estranho’”.

E para que essa inclusão escolar tenha sucesso, é preciso pensar em acessibilidade além da arquitetônica, como propõe o plano. “O professor precisa olhar para a criança e saber lidar com as diferenças. Ele não deve desistir no primeiro obstáculo. É importante também promover o diálogo com pais de todos os alunos, para que entendam os direitos das crianças com deficiência e que a inclusão escolar só trará benefícios a todos”, finaliza. Para a especialista, a convivência com a diferença desde cedo é o principal passo para que o respeito pela pessoa com deficiência se torne algo comum, trazendo uma melhor convivência entre todos.
 

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