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É da Nossa Conta! - Semiárido

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1 ano atrás

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Conheça a realidade do Sertão

O Semiárido, também denominado Sertão,  é caracterizado pela baixa incidência de chuvas, que tem como consequência prolongados períodos de seca. Segundo o Governo Federal, a região é composta por 1.133 municípios dos estados do Nordeste, com exceção do Maranhão, e do norte de Minas Gerais. Já para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Semiárido abrange também o Maranhão e o norte do Espírito Santo.


Mesmo que não haja um levantamento específico sobre os dados do trabalho infantil nessa região, ela reúne indicadores sociais preocupantes. O relatório Situação Mundial da Infância de 2011, publicado pelo Unicef, mostra que, em 2010, 13 milhões de crianças e adolescentes vivem no Semiárido brasileiro, onde a população de 12 a 17 anos soma cerca de 5 milhões de pessoas. A população do Semiárido é extremamente prejudicada pelas condições climáticas desfavoráveis, falta de acesso à água potável, saneamento, educação e serviços de saúde de qualidade. No Nordeste, por exemplo, região em que se concentra grande parte dos municípios que compõem o Semiárido, o percentual de adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola chega a 16% e o percentual da população de 12 a 17 anos não alfabetizada é quase o dobro da média nacional.

Na economia local o comércio é, geralmente, mantido pelos beneficiários de programas do governo de transferência de renda, como o Bolsa Família, e funcionários públicos. No entanto, o acesso ao conhecimento de técnicas específicas de plantio, captação de água, criação de animais e armazenamento de alimentos para o Sertão parece estar avançando e garantindo melhores condições para as famílias. Mas o que se faz necessário são políticas adequadas para o Sertão.
                                     
A diferença entre o trabalho infantil no Semiárido e o que ocorre em outras regiões está nos tipos de atividades que são desenvolvidas. A região tem a maior parte do seu território coberto pela Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, com diversas espécies animais e vegetais, que garantem a sobrevivência das famílias agricultoras locais. Há a predominância do trabalho infantil na agricultura familiar, os pais empregam a mão de obra de seus filhos em busca de mais renda para a sobrevivência e também por questão de valores culturais, algo que se repete de geração em geração.  Muitos colocam seus filhos para trabalhar cedo porque eles trabalharam quando criança, da mesma forma que seus pais, seus avós, e não veem os impactos e consequências causados pelo trabalho precoce. Já nas cidades nota-se mais a presença de crianças e adolescentes trabalhando nas feiras.

Como uma das saídas, para que as crianças se afastem do ambiente de trabalho, especialistas defendem que os governos precisam disponibilizar creches e escolas de educação integral e de qualidade. Além disso, a escola também deve dialogar com a realidade dos seus alunos, a fim de que eles se sintam interessados em frequentar as aulas, debatendo questões sobre onde vivem e os ensinando a tornar esse meio melhor. Somado às políticas de geração de renda e de ensino, são necessárias ainda ações de conscientização da população sobre os malefícios do trabalho infantil para que ele não seja mais tolerado, muito menos incentivado. Esse é um dos objetivos da campanha É da Nossa Conta! 2014.

O mapa mostra a delimitação da área de atuação da campanha É da Nossa Conta! 2014 no Semiárido brasileiro, que conta com a parceria de cinco organizações sociais. São elas: Visão Mundial, Instituto da Infância (Ifan), Plan Internacional Brasil, ChildFund Brasil e Aldeias Infantis SOS Brasil

 

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