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11/12/2007

As Casas Taiguara e Taiguarinha: um começo para sair das ruas

Titulo: As Casas Taiguara e Taiguarinha: um começo para sair das ruas
Tema: Abrigo
Iniciativa: Não-Governamental

As Casas Taiguara e Taiguarinha: um começo para sair das ruas - São Paulo (SP)




As Casas
Uma intervenção especial contra a exclusão
O que pode e o que não pode
A busca por uma real re-inserção social

 

As Casas

Em 1996 as crianças e adolescentes que vivem nas ruas do Centro da cidade de São Paulo ganharam uma opção para mudar de vida com a criação das Casas Taiguara e Taiguarinha. As Casas, mantidas pela ONG Moradia Associação Civil, oferecem assistência ao público infanto-juvenil em situação de rua.

Há mais de oito anos as duas Casas atendem, segundo dados de 2003, em média 90 crianças e adolescentes por mês, encaminhadas pelo Conselho Tutelar, pela polícia ou outras entidades; alguns procuram as Casas por iniciativa própria. A Casa Taiguara atende jovens de 13 a 18 anos incompletos e a Casa Taiguarinha atende crianças de 0 a 12 anos de idade.

 

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Uma intervenção especial contra a exclusão

O objetivo das Casas não é facilitar a vida de crianças e adolescentes que moram nas ruas; ao contrário, é afastá-los das ruas. Para tanto, proporcionam meios para o retorno à família, encaminham para abrigos permanentes ou criam condições para que consigam viver de forma digna por seus próprios meios.

Assim sendo, o projeto se realiza por meio de uma intervenção especifica no exato momento em que a criança e o adolescente estão saindo das ruas, ou seja, logo após seu atendimento em alguma casa de passagem (a qual já terá disponibilizado sua documentação e feito a triagem) e antes do encaminhamento a um abrigo permanente.

Aquele que ingressa em uma das Casas recebe um banho, refeição, roupas novas e, se necessário, medicamentos. Após é elaborada a ficha de entrada, ocasião na qual o educador ou psicólogo tenta obter informações sobre o atendido e sua família. Em um segundo momento o Conselho Tutelar é comunicado acerca do ingresso na Casa para que sejam obtidas informações tais como: se é desaparecido; se é foragido da FEBEM; se está em quebra de medida socioeducativa de liberdade assistida; se há maiores informações sobre sua família, etc.

 


Quando há família conhecida é realizado um intenso trabalho pelos educadores e psicólogos das Casas em prol do retorno da criança e do adolescente para o seio familiar. Para a re-reconstrução e/ou fortalecimento dos vínculos são feitas visitas domiciliares e promovidas conversas com os familiares; a família é convidada a participar de sessões de terapia em grupo e é oferecida assistência financeira para que visitem freqüentemente o atendido,

caso seja necessário que este permaneça na instituição por um tempo. Ainda, é oferecida cesta básica àquelas famílias que se encontram em situação de extrema pobreza.

De uma forma geral, a assistência oferecida pelas Casas à criança e ao adolescente é bastante ampla, engloba: alojamento diurno e noturno, 4 refeições por dia, atividades físicas, esportivas, cursos de alfabetização, curso sobre doenças sexualmente transmissíveis, aulas de reforço escolar, psicoterapia, atendimento médico, odontológico e jurídico.

 

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O que pode e o que não pode

Durante a permanência nas Casas algumas regras básicas têm de ser respeitadas: nada de drogas, armas, objetos roubados e brigas. As crianças e adolescentes não podem fazer atividades externas sem autorização e acompanhamento de educadores, assistentes sociais ou psicólogos. Além dessas vedações, os atendidos têm de participar das atividades propostas, adquirindo, portanto, deveres em relação ao comportamento pessoal e aos estudos.

 

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A busca por uma real re-inserção social

É muito comum que crianças e adolescentes resistam em permanecer nas Casas, pois os “vínculos das ruas” são muito fortes. Por esta razão, quando ingressam nas Casas são classificados em: avulsos, aqueles que foram assistidos uma ou algumas vezes, mas que ainda não decidiram permanecer; flutuantes, aqueles que estão mais suscetíveis a permanecer; e fixos, aqueles que se comprometeram a ficar nas Casas.

Caso abandonem o projeto, as Casas recebem a criança ou o adolescente no máximo mais 3 vezes, nas quais é avaliado o grau de compromisso em permanecer. Depois destas três oportunidades a Casa não mais os recebe por entender que tamanha evasão não possibilita o desenvolvimento das atividades e o alcance eficaz dos seus objetivos.

 
     

O trabalho desenvolvido nas Casas Taigura e Taiguarinha dura um período médio de 6 meses. A idéia é que neste período os atendidos tenham acesso a diversas ferramentas de ruptura com a situação de rua e de adaptação a uma nova realidade, para que, com o retorno ao seio familiar ou com o encaminhamento a um abrigo permanente, possam vislumbrar um crescimento de forma harmônica e saudável, tal como preceitua o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Outro trabalho importante realizado pelas Casas, infelizmente com cada vez maior demanda, é o acesso e permanência em clínicas de desintoxicação, cujo tratamento é, via de regra, longo, de 6 a 9 meses. O fim da dependência é condição básica para que o jovem possa reinserir-se na sociedade como cidadão.

 

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Contato:
Danilo Nardi
As Casas Taiguara e Taiguarinha atendem 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Rua Vicente Prado,nº 93, Centro, São Paulo/SP
Tel.: (11) 3241-3146
e-mail: casataiguara@casataiguara.org
site: www.casataiguara.org

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Ilanud  é o autor deste texto e parceiro do RISolidaria.

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