Salas de bate-papo
02/03/2009
Bate-papo com Veet Vivarta
*Esta transcrição foi feita simultaneamente à transmissão do videochat com Veet Vivarta

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Moderador 11:59:49
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Sejam bem-vindos a este chat! |

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Moderador 12:00:11
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Chat com Veet Vivarta
Secretário executivo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), parceiro do Portal Pró-Menino fala sobre os direitos infanto-juvenis e a comunicação.
(Fonte: Pró-menino)
Este chat tem o apoio do Pró-Menino. |

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Veet Vivarta 13:58:25
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Boa tarde! |

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Moderador 13:58:42
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Bom dia, começaremos em alguns instantes. Por favor, mandem suas perguntas! |

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Moderador 14:03:35
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Luiz diz: Boa tarde Veet. Qual a missão da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI)? |

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Moderador 14:04:13
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Paula diz: Boa tarde, Vivarta. Parabéns pelo excelente trabalho da Andi. Vejo que ainda há muito a ser feito nessa área de regulação da mídia. Muitas pesquisas vêm mostrando cada vez mais que você é o que você assiste. O que falta para que a propaganda de bebida alcoólica na TV seja vista com mais seriedade pelo governo? |

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Moderador 14:06:12
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Clovis diz: Boa tarde, Vivarta! É um prazer poder participar deste chat. Como o senhor analisa a cobertura da mídia sobre os direitos infanto-juvenis no Brasil atualmente? |

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Veet Vivarta 14:06:20
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Luiz, a Andi é uma ONG criada em 1993 por jornalistas com o objetivo de apoiar a mídia e a imprensa a tratar os diretos, que fosse mais ampla, que fosse uma pauta mais relevante. Esses jornalistas acreditavam que sem o envolvimento dos meios de massa nos direitos seria tudo muito difícil. A missão é dialogar com os meios da comunicação. |

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Moderador 14:07:45
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Juli diz: Olá, Veet. Queria saber quais os principais avanços do Brasil no sentido de não deixar que as emissoras de TV sejam completamente descomprometidas com a exibição de conteúdos inadequados para a infância? |

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Veet Vivarta 14:10:02
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Paula, você tocou num tema quente, gera polêmica. Realmente é um atraso, do ponto de vista de maturidade como democracia e como país que defende os direitos das crianças, é incompreensível que não tenha sido gerada uma lei para isso, para o impacto que esses comerciais acabam tendo para as crianças e adolescentes. Esse debate vem se consolidando conforme os anos, mostrando que é preciso ficar de olho no abuso, nas crianças que estão se desenvolvendo. Eu acredito que apesar da resistência, hoje no congresso há projetos que colocam o tema em pauta, e eu levo fé que dessa vez vamos conseguir atualizar o marco regulatório brasileiro. |

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Moderador 14:12:44
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Adriana diz: Ano passado eu estava num congresso de sustentabilidade em Brasília e a jornalista Mônica Waldvogel, aquela do Saia justa, disse que não é função da mídia educar, que isso é papel dos pais. Mas se os pais passam o dia no trabalho e a criança fica na TV, como chamar atenção dos fornadores de opinião sobre isso? |

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Moderador 14:15:44
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Carlos diz: Boa tarde. Uma nova série do Cartoon Network deve entrar no ar em breve no Brasil e que simula os reality shows, já formando uma audiência para esse tipo de programa que explora o consumismo, a sexualidade frívola e outras futilidades. Ou seja, essa é uma clara demonstração da atitude cooperativa que existe entre as empresas que criam os programas infantis e as empresas de comunicação. Não existe um comitê ético em nosso país que possa filtrar iniciativas que só destroem a inocência da infância? |

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Veet Vivarta 14:29:18
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Clóvis, agradeço essa pergunta. Gosto de colocar sempre que temos que ter cuidado para não ver a realidade de forma polarizada. Quando falamos em mídia, falamos em uma série de grupos de comunicação, de uma série de suportes, de tipos de conteúdos diferentes. Estávamos vendo a publicidade, agora você comenta o jornalismo. A imprensa brasileira vem dando contribuições ótimas, não quero dizer que não há nada errado, mas de maneira geral, podemos fazer uma leitura em 10 anos, e temos um amadurecimento. A Andi faz um acompanhamento com os principais veículos de comunicação desde 1996, veículos impressos, no começo eram menos que 11 mil reportagens sobre os direitos infanto-juvenis. Já hoje temos 160 mil reportagens. No ponto de vista quantitativo muito grande. Nos anos 90 os direitos era um tema estranho no meio, hoje ele não é mais um assunto exótico, ela é uma pauta coberta com relevância. Há avanços que encontramos quanto a implementação do Estatuto que devemos à imprensa. Mas não estamos num paraíso, num nirvana jornalístico. Quando vemos a cobertura sobre a violência vemos muita limitação. Não vemos uma cobertura alinhada com o estatuto, há ainda muito sensacionalismo. |

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Moderador 14:37:51
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Mônica diz: Qual é a opinião da ANDI em relação à participação de crianças em novelas e comerciais de tevê. Isso é trabalho infantil? Como essas crianças estão na mídia se o trabalho infantil é proibido? |

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Moderador 14:38:28
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Hector diz: Veet, o que vc acha de crianças que trabalham no meio artístico? Vejo aquela menina, a Maysa, que apresenta um programa do SBT, e me assusto um pouco. |

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Veet Vivarta 14:43:30
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Juli, infelizmente são poucos os avanços, sem dúvida estamos longe da estrutura mínima que garante essa proteção. Acho que precisávamos discutir a proteção - não permitir que conteúdos nocivos sejam direcionados para as crianças e adolescentes - e a qualidade, a promoção, que pode ser potencializada. Nos Estados Unidos, por exemplo, as emissoras devem dedicar um determinado período do dia programas educativos, que contribuem para o desenvolvimento da criança. |

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Veet Vivarta 14:50:20
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Monica e Hector, é uma questão delicada, as crianças fazem parte da realidade do cotidiano. É natural que tenha presença de atores para compor o contexto de realidade de um filme, de uma história. Eu acho saudável e inevitável. Mas precisamos ter um cuidado especial, para que respeitemos os direitos, para que não tenha impacto na vida escolar, entre outras questões. O Brasil já viveu momentos com muitos embates sobre o assunto. Área da publicidade eu já acho mais delicado, porque aí nós temos a criança sendo usada para a publicidade para adultos e para crianças. Tenho o mesmo sentimento de incômodo quando vejo a Maísa, ela tem o dom da comunicação, mas aquilo está sendo mobilizado de uma maneira talvez nem tão saudável. Então, é realmente um tema delicado que precisa de atenção. |

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Veet Vivarta 14:54:47
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Adriana, as mídias acabam se tornando o principal espaço de socialização da criança e do adolescente, ás vezes eles passam mais tempo com a mídia do que na escola. Estamos discutindo a formação dos valores da criança e do adolescente. A mídia não vai substituir a professora, mas a mídia é um elemento que constrói a visão de mundo dessas crianças, querendo ou não, esse impacto é sempre grande, pode ser positivo e pode ser negativo. Devemos levar isso em consideração nas nossas atividades. Nesse ponto eu discordo radicalmente. Devemos integrar esse reconhecimento do impacto da mídia e integrar na operação do cotidiano, na publicidade, nas práticas de comunicação no geral. |

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Veet Vivarta 15:00:30
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Carlos, quando você menciona comitê ético isso me lembra de algo muito importante que é a responsabilidade das próprias empresas, da auto regulação. Lá fora, várias empresas estão levando isso em consideração. Quando vemos um conceito de responsabilidade social é muito bom. Temos que ser socialmente responsáveis para meus produtos voltados para esse público, devemos levar em consideração as especificidades. Há diversos grupos que desenvolvem seus critérios éticos que estão inseridas na produção, exatamente com o objetivo que determinado limite não seja violado. Isso deve envolver o estado, uma sociedade civil forte (que fiscaliza) e a responsabilidade social empresarial. Esses mecanismos são saudáveis e é uma pena que vemos poucos meios não levando isso em consideração. Eu acho preocupante. Esse tema tem que ser discutido pelas emissoras. |
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