Ao afirmar que uma organização social existe somente para atender aos interesses e necessidades dos seus beneficiários não estaríamos levando em consideração que em torno dela existe uma comunidade formada pelos funcionários, colaboradores, clientes, voluntários, doadores, apoiadores, fornecedores, vizinhos, representantes do poder público, conselho e dirigentes, todos com interesses específicos e talvez intenções distintas.
Para um funcionário a organização pode ser o local onde ele recebe o "ganha pão", para um voluntário a organização é onde ele exerce a sua cidadania, para um vizinho talvez seja um ponto de referência ou o motivo pelo qual ele permanece morando ali, para um fornecedor talvez seja mesmo um motivo de orgulho.
E assim, para cada um deles a organização deve estar de "olhos e ouvidos bem abertos", atenta às sugestões e disposta a receber com gratidão as críticas e avaliações sobre o seu trabalho. Prestar contas e manter uma comunicação freqüente e padronizada é um habito muito saudável quando se pensa em integrar a comunidade nos planos da organização.
As organizações que assumem conscientemente esta postura poderão encontrar mais facilmente as soluções para resolver a maioria dos seus problemas dentro da própria comunidade, tanto no campo dos recursos como no campo das relações.