Do clipping da Andi
A violência nas escolas é algo que já faz parte da rotina de muitos professores e estudantes. Para reverter esse quadro, algumas escolas públicas de Fortaleza desenvolvem projetos que disseminam a cultura de paz com programas que envolvem valores humanos. A prática da meditação é um dos projetos que faz parte do Programa de Cultura de Paz da Escola Estadual de Ensino Profissional EEEP Joaquim Antônio Albano. O projeto foi implantado em maio deste ano, e já está gerando bons resultados. A escola tem 420 alunos com idade entre 14 e 18 anos, que praticam diariamente meditação. O professor doutor Harbans Lal Arora, responsável pela atividade nas escolas, destaca que a ação possui força transformadora, comprovada em mais de 60 estudos científicos ao redor do mundo. Para a socióloga, pesquisadora e coordenadora da pesquisa Convivência Escolar e Violências nas Escolas da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), Miriam Abramovay, grande parte da solução para o problema da violência entre estudantes está na escola.
Estudo - O recente estudo Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas, lançado há poucos meses pela da Secretaria de Educação do Distrito Federal e Ritla mostra que 49,5% do segmento estudantil expõe a percepção de que, apesar das brigas de meninas, os meninos seriam os mais violentos. Já os professores apresentam ponto de vista que tende a recusar a existência de diferenciação de gênero, 51,2% afirmaram não haver diferença nesse caso.
Diário do Nordeste (CE); O Estado de São Paulo (SP) – 21/10/2009