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29/06/2009

SC: Escola é alvo da violência em Florianópolis

Do clipping da Andi

A violência descontrolada dentro da Escola Básica Municipal Osvaldo Machado, em Ponta das Canas, no Norte da Ilha de Santa Catarina, na Capital, resultou, ontem (25), em protesto e suspensão dos trabalhos. A unidade enfrenta diversos problemas: indisciplina, coação, depredação do patrimônio público, ameaças e indícios de tráfico de drogas. O constrangimento físico e moral provocado por ex-alunos e adolescentes da região obrigou a direção do colégio a suspender as aulas dos 495 alunos de 1ª a 8ª série ontem. Há mais de um mês, um grupo de aproximadamente dez jovens tem provocado tumultos, tanto dentro quanto nas proximidades da instituição. Segundo a diretora da escola, Liziane Díaz Farias, eles invadem a escola, utilizam a quadra de esportes e intimidam os estudantes.

“Estamos vulneráveis. Não temos um vigia ou porteiro e nossa estrutura não oferece segurança. Nosso muro é baixo e não representa uma barreira para eles pularem aqui a qualquer hora. O tráfico invadiu a nossa escola e isso está impossibilitando nossa caminhada pedagógica”, lamentou a diretora. Ontem à noite, representantes da Secretaria de Educação, Promotoria Pública, Conselho Tutelar, Guarda Municipal, Secretaria de Segurança Pública e Polícia Militar se reuniram para definir estratégias para resolver situação. Na última terça-feira (23), os alunos ficaram sem merenda depois que a comida foi atingida pelos estilhados de um dos vidros da cozinha apedrejado. Dois jovens foram encaminhados à polícia. Um deles é aluno da escola e o outro seu irmão, que estava em liberdade condicional e tem passagem na polícia por assalto à mão armada.

“Além de não termos segurança, estamos temendo também pela integridade física dos nossos alunos e funcionários. Eles já ameaçaram atear fogo no meu carro. Nunca tivemos problemas tão graves aqui e a escola sozinha não dá conta. Precisamos formar uma rede para combater esta violência”, ressaltou Liziane. Desde março, a Guarda Municipal faz diariamente uma ronda escolar, porém, não tem conseguido coibir a falta de segurança enfrentada na escola. Segundo o agente Leonardo Vasquez, o efetivo responsável pelo trabalho é insuficiente para atender integralmente as oito escolas do Norte da Ilha.

Diário Catarinense (SC) – 26/06/2009


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