Do clipping da Andi
Uma resolução anunciada ontem (28) pela Câmara da Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) definiu que todas as escolas públicas e particulares do ensino médio do País têm prazo de três anos para oferecer plenamente as disciplinas de filosofia e sociologia a todos os estudantes. Para cumprir a determinação, as redes estaduais de todo País devem vencer um grande desafio: a contratação de professores para as duas matérias obrigatórias.
Segundo o último levantamento do Ministério da Educação (MEC), em Minas Gerais há apenas um professor de filosofia para cada duas escolas. E, no caso da sociologia, a situação é mais crítica, cada educador teria que se desdobrar para atender uma média de três instituições de ensino. A carência se traduz em improvisos, pois professores de outras áreas, como história, geografia, pedagogia e letras, acabam sendo deslocados para atender as duas disciplinas.
A resolução do CNE prevê que a inclusão de filosofia e sociologia deve começar ainda este ano no ensino médio, de preferência no 1º ano. O prazo para a entrada das matérias na grade curricular vence em 2011 para as escolas com três anos de ensino médio e em 2012, para os cursos cuja duração é quatro anos. De acordo com o parecer do CNE, a obrigatoriedade do ensino de filosofia e sociologia chega em um momento importante da substituição do vestibular tradicional pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que exige interpretação, e não “decoreba”. Conforme o texto, a filosofia oferece ferramentas que ajudam os jovens do ensino médio não só a pensar, mas a desenvolver o pensamento crítico. Já a sociologia contribui para o conhecimento da sociedade, dos processos históricos e para o exercício pleno da cidadania.
Estado de Minas (MG) – 29/05/2009