Do clipping da Andi
Mordidas, beliscões, tapas e empurrões são comuns entre crianças na faixa entre seis e nove anos, especialmente em ambientes escolares. No entanto, especialistas alertam para a frequência com que isso ocorre e as medidas que devem ser tomadas pelos profissionais de educação em comunhão com os pais. O objetivo é evitar que os conflitos entre os pequenos causem problemas de aprendizagem ou evoluam para outras formas de violência, como a psicossocial. Para o psicopedagogo e consultor em educação Rodrigo Santos, briguinhas e mordidas entre crianças dessa idade é comum, até pelo espírito natural de competitividade entre elas. “Mas quando isso começa a gerar queixas e um conflito maior entre os mesmos alunos, não se deve pensar que é apenas coisa de criança”, aponta.
Segundo ele, são práticas como essas que as levam a sofrer ou praticar, futuramente, assédios morais e brincadeiras depreciativas, ou até mesmo a violência física. O especialista adverte sobre as formas de punição e repreensão que são utilizadas. "Quando pais ou professores adotam medidas como gritos ou palmadas, eles estão transmitindo a ideia de que a lei do mais forte é a que prevalece. As crianças têm facilidade de ver exemplos, positivos e negativos, e reproduzi-los", afirma. Em Salvador, o diretor administrativo do Colégio VillaLobos, Rubens Doria, conta que a instituição promove, constantemente, trabalhos com profissionais especializados para tratar e prevenir conflitos entre os alunos. "Temos muito cuidado com essas questões porque somos responsáveis pela educação das crianças. Nas agendas, os acontecimentos diários vão registrados em comunicados para os pais estarem sempre cientes dos fatos”, destaca.
A Tarde (BA) – 29/09/2009