do clipping da Andi
O Relatório do Unicef, divulgado ontem (09), mostra um cenário preocupante no estado de Pernambuco: 17% das crianças e adolescentes pernambucanos com até 17 anos vivem em residências sem acesso à água de qualidade. Esse é o maior percentual do País, sendo 5,1% na área urbana e 47,3% na zona rural. No Brasil, o índice é de 4% e na Região Nordeste, 10,3%. As melhores coberturas estão em Santa Catarina (apenas 0,1% de domicílios sem água de qualidade) e no Distrito Federal (0,2%).
No semiárido, o problema não se restringe às residências. Das 58 mil escolas localizadas nesta região, 51% não são atendidas pela rede pública de água, 14% não dispõem de energia elétrica e 6,6% não têm sanitários. Em relação à saúde, o levantamento mostra que, em Pernambuco, o número de casos de Aids em crianças com menos de cinco anos de idade aumentou em um intervalo de dez anos, passando de 15 garotos infectados com o vírus, em 1997, para 20, em 2007.
Esse movimento é contrário ao que vem ocorrendo no restante do País, onde houve queda na quantidade de casos: passou de 923 em 1997 para 434, uma década depois. Conforme o estudo, o total de gestantes infectadas pelo vírus HIV no estado era de 88 mulheres em 2001. Seis anos depois, o número chegou a 232, um acréscimo de 144 casos, o que acaba elevando, também, a taxa de crianças atingidas pela transmissão vertical do vírus. Enquanto em 2001, para cada dois mil bebês nascidos vivos, detectava-se um infectado pelo HIV, em 2007 eram três.
Fonte: Jornal do Commercio (PE) – 10/06