26 de novembro de 2007
do clipping da ANDI
Estudo feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social mostra que, mesmo com o Programa Bolsa Família, os beneficiários não conseguem sair da miséria. Nacionalmente, a renda familiar média após o pagamento é de R$ 64,55 por pessoa, insuficiente para uma família superar a condição de pobreza, segundo os critérios do governo. No Nordeste o rendimento per capita não alcança R$ 60 e, no Norte, a média fica apenas R$ 0,47 acima da linha da extrema pobreza.
Inversamente proporcional – A pesquisa do MDS revela que o rendimento médio dos beneficiários do Bolsa Família é inversamente proporcional ao ganho percentual de renda com o programa. No Maranhão, por exemplo, onde as famílias atendidas têm condições financeiras mais desfavoráveis, o incremento na renda com o recebimento do benefício foi de 66,2%. Em Goiás, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde as famílias têm rendimentos melhores, os ganhos com o programa foram, em média, de até 30%.
Posição oficial – Rosani Cunha, secretária do Desenvolvimento Social responsável pelo Bolsa Família, avalia que o valor pago - entre R$ 18 e R$ 112 mensais - não é suficiente para melhorar a situação de muitos dos atendidos. Segundo Rosani, o Governo Federal não cogita aumentar o valor do benefício depois do reajuste de 18,25% concedido há apenas três meses. Mas espera votos no Congresso Nacional para Projeto de Lei que eleva o benefício máximo do Bolsa Família para R$ 172, a partir de 2008. "Isso teria impacto nas famílias mais pobres", sustenta. Neste ano, o programa custará R$ 8,7 bilhões aos cofres públicos.
Fonte: Folha de S. Paulo (SP), Marta Salomon; Meio Norte (PI); Jornal do Commercio (PE); Correio da Paraíba (PB); O Globo (RJ), Demétrio Weber; A Crítica (AM); Diário do Nordeste (CE); A Notícia (SC); O Povo (CE) –(18 e 19/11)
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