
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007. / Organização: Marcelo Iha |
Segundo a PNAD de 2007, o Brasil ainda tinha cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos que trabalhavam. Estes representam uma porcentagem de 6,6% do total de pessoas nessa faixa etária, que era de 37.938.344
Comparando com os anos anteriores, entretanto, foi um avanço muito tímido, já que em 2004 havia quase 2,8 milhões de crianças em situação de trabalho infantil e, em 2005, ainda houve um pequeno aumento.
No gráfico abaixo, podemos analisar também a situação dessas crianças em relação aos estudos.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007. / Organização: Marcelo Iha |
Dentre os 2,5 milhões de meninos e meninas brasileiros que trabalham, 2,5% deles não estudam nem trabalham, ou seja, são cerca de 62,5 mil crianças.
Mais preocupante ainda é vermos que a proporção de 0,8%, ou seja, mais de 20 mil crianças brasileiras que não estudam, só trabalham.
Já em relação à porcentagem daqueles que estudam e trabalham, 7%, o gráfico e as estatísticas não revelam os detalhes dessas atividades.
Por isso, é importante lembrar que, embora essas 175 mil crianças e adolescentes estejam na escola e tenham uma ocupação, o trabalho somente é permitido para aqueles a partir dos 14 anos, desde que na condição de aprendizes.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007. / Organização: Marcelo Iha |
Segundo os dados da PNAD 2007, no Brasil havia 5,7 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos com alguma ocupação.
Destes, 64% são do sexo masculino, totalizando 3,6 milhões de pessoas, enquanto as meninas representam 36%, ou pouco mais de 2 milhões com alguma ocupação.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007. / Organização: Marcelo Iha |
Em relação ao tipo de ocupação das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, cerca 63% delas trabalham com atividades não-agrícolas, ou seja, podem tanto realizar tarefas domésticas como em indústrias, comércio ou outras situações. Essa porcentagem soma em números absolutos quase 3,6 milhões de pessoas.
Já as atividades agrícolas ocupam 37% de meninos e meninas na faixa etária, totalizando 2,1 milhões que trabalham no campo.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007. / Organização: Marcelo Iha |
De acordo com as faixas etárias, as crianças de 5 a 9 anos com ocupação somam 195 mil meninos e meninas, das quais a maioria (¾) delas147 mil exerce atividades agrícolas.
Já no grupo de 10 a 14 anos, existe maior equilíbrio entre as atividades agrícolas e não agrícolas, mas o número total de pessoas com ocupação passa de 1,8 milhão.
Por fim, os adolescentes de 15 a 17 anos representam um total de mais de 3,6 milhões com alguma ocupação, dos quais mais de 70% está em atividades não-agrícolas.
Esse número mostra uma tendência de que quanto mais velhos, mais as pessoas vão para as cidades ou outras áreas que não a da lavoura para trabalharem.