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02/09/2009

BH: Plano exige qualificação de professores e escolas

Do clipping da Andi

Garantir estrutura física adequada e profissionais capacitados em número suficiente é tarefa que a Prefeitura de Belo Horizonte terá que cumprir para aumentar a qualidade de ensino na capital mineira, até 2012. Os desafios virão no rastro da ampliação de vagas na Educação Infantil e no Programa Escola Integrada. Duas das metas previstas no Planejamento Estratégico para BH, se superadas, também terão impacto direto sobre outros objetivos ligados à educação, como reduzir a reprovação, melhorar o desempenho dos alunos em avaliações nacionais e ampliar a escolaridade média dos belo-horizontinos para onze anos, uma conquista esperada para daqui a duas décadas. O conjunto de compromissos tem prazo para ser atingido: o fim da atual gestão municipal, daqui a 40 meses.

Na educação, espera-se passar de 15.192 para 59.192 as crianças de zero a cinco anos e meio atendidas na Educação Infantil (EI), e de 15 mil para 65 mil os alunos beneficiados pelo Escola Integrada, programa que amplia a permanência dos jovens no ambiente escolar por meio de atividades esportivas, de lazer e educativas. Outras metas são aumentar as notas no índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), na 5ª e 9ª séries. O indicador aponta o rendimento escolar, a partir de provas aplicadas no País inteiro. Para a líder da Associação Comunitária do Felicidade (Abaf), Laurinda Aparecida de Jesus, na 1ª série do Ensino Fundamental, a diferença entre o aluno que esteve na Educação Infantil e o que nunca foi é escola é clara. Ela espera que o Felicidade ganhe o quanto antes sua Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei), prometida desde 2007.

A coordenadora do Curso de Especialização em Docência no Ensino Superior do UNI-BH, Tereza Cristina Alves de Mello, concorda com a importância da EI. “Ele permite o desenvolvimento da criança nos aspectos cognitivo, afetivo e social e influencia o êxito do aluno nas fases futuras”, ressalta. Quanto ao Escola Integrada, a educadora defende a ampliação de vagas, mas diz que a infraestrutura oferecida tem que acompanhar o aumento. “Não pode ser só recreação, pois a escola é, antes de tudo, um ambiente de aprendizagem, e se não houver atividades educativas, o programa perde o sentido”, diz a professora. Para ela é preciso investir também na ampliação do espaço físico dos colégios e na capacitação de pessoal para atender aos estudantes fora do turno convencional.

Hoje em Dia (MG) – 01/09/2009


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