Cai o número de crianças paraibanas que trabalham. Mesmo assim, ainda é grande a quantidade de meninos e meninas nesta situação
do clipping da Andi
Aos poucos, pesquisas mostram que o índice de crianças e adolescentes expostas ao trabalho infantil tem caído na Paraíba. Levantamento divulgado no ano passado pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que pelo menos 105 mil crianças vivem nesta situação. Esse mesmo número, em 2002, era de 165 mil, o que mostra uma redução de 36,3%. Os trabalhos mais comuns são de carroceiros, vendedores de picolé ou catadores e lixo, onde as crianças dividem espaço com adultos para recolher materiais recicláveis vendidos, em média, a R$ 2 o quilo. Dados do IBGE, porém, mostram que o setor agrícola ainda é o que mais abriga crianças e adolescentes no País, seguidos dos serviços domésticos, comércio e indústria. O trabalho infantil é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Constituição Federal, salvo no caso na condição de aprendiz, a partir de 14 anos. Iniciativas como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) buscam amenizar esta situação. Na Paraíba, aproximadamente 59 mil crianças na faixa etária de sete a 15 anos participam do programa.
Fonte: Jornal da Paraíba (PB) – 22/08/2010