A tarefa a cumprir no mundo é a atividade primária da organização. A consciência desta atividade é sinal de sua evolução como ser social.
Prestar atenção a si, prestar atenção ao outro e integrar as duas coisas. Tornar isso orgânico é transformar o processo em impulso, ou seja, a organização se alimenta dos resultados de alcance de sua missão, estabelecendo um ciclo saudável de atuação social.
Buscando se consolidar, a organização pode desenvolver um perfil egocêntrico; olha muito para si, preocupada em afirmar-se e alcançar reconhecimento social. Nessa busca por se encontrar, porém, se confronta com os conhecimentos que o mundo oferece e sofre com o processo de influência externa.
Por outro lado, mais consciente e segura sobre a sua inserção na sociedade, talvez haja a necessidade de rever, atualizar sua essência primária, revitalizar seu "sopro criador". Uma organização que não precisa mais "provar nada para ninguém" também pode necessitar rever seus valores, seu propósito e considerar novas posturas.
Na passagem de uma condição para outra pode acontecer uma diferenciação: a missão organizacional se expressa com toda a sua força, além da tensão "eu e o outro", se revelando através do "nós".
Como na genética humana, a singularidade também se manifesta na vida organizacional. Cada instituição é diferente da outra, nuances de uma aquarela que, dependendo do grau de transparência das cores e da tonalidade do fundo do papel, resulta num diferente panorama. É arte em estado puro, onde se pode observar que cada um tem uma função a desempenhar e cada organização tem uma tarefa a cumprir no mundo.