Do clipping da Andi
A implantação do Projeto Agentes da Paz, no primeiro semestre desse ano na escola Santa Inês em Rio Branco (AC), mobilizou 80 alunos/voluntários e mudou a situação em que se encontrava o ambiente escolar, o qual apresentava alto índice de violência, falta de respeito entre alunos e professores, desorganização e vandalismo com o patrimônio escolar. De acordo com levantamentos realizados pela Companhia de Policiamento Escolar, em 2008, foram registradas 27 ocorrências dentro da unidade de ensino. Depois que os Agentes da Paz iniciaram os trabalhos de promover a harmonia e a organização do espaço na área de lazer e na cantina, o número de rixas e brigas entre os colegas diminuiu para apenas um, e mesmo assim, provocado por pessoas de fora da unidade. Enquanto no mês de agosto do ano passado houve dez registros, neste mês, não foi aplicado nenhum.
O projeto idealizado pela coordenadora de ensino, Carmem Oliveira, já conseguiu a adesão de toda a comunidade, que ajuda no combate aos jovens mais rebeldes, por meio do diálogo e do companheirismo. A ação é colocada em prática no horário do recreio, momento em que todos se reúnem, e quando os voluntários identificados com seus coletes coloridos entram em campo e fazem atividades recreativas, organizam a fila da merenda e ajudam na distribuição. “Nossa ideia é fazer com que eles sintam que são os responsáveis pela escola, mas de maneira espontânea, sem forçar nada”, explica Carmem. A coordenadora lembra ainda que antes não conseguiam nem sentar para planejar as aulas, pois tinham que acompanhar o movimento dentro da escola para evitar tumultos.
A disciplina aplicada no intervalo pelos voluntários já fez tanto sucesso entre os jovens, que está sendo aproveitada em sala de aula, junto aos professores que veem no aluno um colaborador para manter a ordem e a atenção às tarefas. Entre os pré-requisitos para ser um voluntário, está o comprometimento com o aumento do aprendizado. Os resultados obtidos através do programa, felizmente, romperam os muros da escola e chegaram à comunidade, mudando a visão sobre a unidade de ensino. Prova disso é o aumento na procura por matrículas e a presença de forma espontânea dos pais para verificar o comportamento de seus filhos.
A Gazeta Online (AC) – 25/08/2009 e O Rio Branco (AC) – 22/08/2009