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Trabalhando em rede
16/09/2004

Redes de Atendimento

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Rede Florianópolis
REDE PRÓ-CRIANÇA

Histórico da Rede

Em 2001, a Prefeitura de Florianópolis criou a Secretaria Municipal de Habitação, Trabalho e Desenvolvimento Social, o que fez com que houvesse avanços no atendimento das demandas sociais do município catarinense. Também representou a efetivação de um Comando Único da Assistência Social, tendo a prefeitura o papel de articular, juntamente com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, a estruturação, organização e operacionalização da política de atendimento municipal.

A Rede Pró-Criança de Florianópolis nasceu a partir da articulação entre as entidades governamentais e não-governamentais, fomentada pelas ações da Prefeitura e do Conselho dos Direitos. Um outro fator que contribuiu para a criação da rede foi o investimento que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou, em 2001, na cidade. O processo de articulação da rede de atendimento começou naquele mesmo ano.


Composição da Rede:

A rede de atenção é composta por todas as secretarias municipais, pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, por dois Conselhos Tutelares e por um Juizado da Infância. Além disso, a Rede conta com cerca de 110 entidades que prestam serviços. As entidades, no entanto, ainda estão passando por um processo de envolvimento e de efetiva articulação na Rede Pró-Criança.


Objetivos:

Geral:

  • Implementar a política de atendimento à criança e ao adolescente por meio da articulação das ações do poder público e da sociedade civil, visando garantir os direitos assegurados por lei.

Específico:

  • Ampliar e melhorar a qualidade dos serviços de atenção à criança e ao adolescente, por meio da integração das ações onde as entidades se retro-alimentam, potencializando os serviços oferecidos;
  • Descentralizar os serviços por meio de uma rede integrada de atendimento;
  • Propiciar espaços de reflexão, capacitação e avaliação para as equipes responsáveis pelos projetos/ programas que integram a rede;
  • Subsidiar os Conselhos Municipais de diagnóstico e deliberação de políticas públicas;
  • Ampliar a divulgação dos direitos da criança e do adolescente, bem como, o Fundo da Infância e da Adolescência.




Dificuldades:

Todos os integrantes ainda não compreenderam o que é a rede. O maior desafio é justamente o de fazer com que as pessoas entendam esse conceito, a relevância de se trabalhar em conjunto e os benefícios que traz. A ausência de compreensão implica em dificuldades de articulação e mobilização dos atores sociais no município. Outro desafio a ser superado é o da rede on-line. Todo o processo de estruturação da rede eletrônica é muito complexo e difícil. O processo participativo, apesar de necessário para que todos os atores se apropriem do sistema e o utilizem, torna o tudo muito moroso. As decisões sobre como e para quem devem ser disponibilizadas as informações do banco de dados, as suas formas de operacionalização, os registros e dados que devem existir necessitam de muita discussão e mobilização, exigindo muita paciência de todos os envolvidos para a efetivação da Rede Eletrônica.


Rede On line :

A estruturação da rede on line começou no início de 2004 e já está no ar, com informações sobre a Rede, legislação, formas de doação etc. No entanto, alguns processos ainda estão em fase de desenvolvimento, como a utilização do banco de dados das crianças atendidas e a definição de como as informações sigilosas serão disponibilizadas para os atores da rede.


Projetos em andamento ( eventos, campanhas, programas, ações.....)

  • Projeto Abordagem de Rua: tem o objetivo de identificar crianças em situação de rua no município. Técnicos e assistentes sociais criam vínculos com esse público e, a partir disso, encaminham para os serviços de atendimento adequados;

  • Programa Sentinela: possui três estágios para orientar e acompanhar crianças em situação de risco social:

    a) SOS Criança: projeto destinado a dar os primeiros atendimentos a partir de informações ou de denúncias sobre violação dos direitos. É a “porta de entrada”;

    b) Acorde: é o segundo momento do processo. Após a informação sobre a violação dos direitos, o projeto procura identificar o problema, encaminhar e acompanhar a família e as crianças ou adolescentes envolvidos;

    c) Mel (com função preventiva): grupos de técnicos se dirigem às comunidades para realizar palestras, conscientizando e sensibilizando as pessoas para as questões da infância e da adolescência.


 

Coordenador da Rede - Quem sou eu?

Nome completo:
Andrea Bento

Idade:
29 anos

Estado Civil:
Comprometida.

Filhos:
Não tenho.

Aniversário:
13 de maio.

Cidade onde nasci:
Em Itajaí (SC).

Meu humor:
Sou uma pessoa calma e paciente.

O que faço nas horas de lazer?:
Leio ou me encontro com amigos.

Livro(s) que me marcou(ram):
As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley.

Filme(s) interessante(s):
“Olga”, de Jayme Monjardin.

Minha(s) música(s) preferida(s):
Gosto das canções de Chico Buarque e Caetano Veloso, além de Música Popular Brasileira (MPB).

Animais de estimação:
Possuo um gato chamado Leopoldo.

Meu(s) prato(s) preferido(s):
Não tenho preferências.

Um lugar para se visitar:
A cidade de Florianópolis. Quando estou longe de casa e chego à cidade, sinto muito alívio e alegria.

Por que escolhi a defesa dos direitos da criança?:
Não sei explicar ao certo. Foi um processo natural, já que fiz Serviço Social e, na em toda a minha época da faculdade, acabei me enveredando por essa linha.

Desejo:
Garantir e implementar a rede. Acho que muita coisa não funciona porque o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda não foi efetivamente implementado.

 

O que eu faço?

Profissão:
Coordenadora da Rede Pró-Criança e conselheira dos direitos

Formação acadêmica:
Graduada em Serviço Social

Onde trabalho:
Na Prefeitura Municipal de Florianópolis

Primeiro emprego:
Foi na Prefeitura de Itajaí, trabalhando na mobilização e organização comunitária.

Onde trabalhei:
Prefeitura de Florianópolis e Conselho dos Direitos

O que a escola me ensinou:
Aprendi a ter uma visão global do mundo e dos acontecimentos, contextualizando as situações que existem, para depois fazer uma análise. A escola também me ensinou a ter uma posição crítica diante do mundo.

O meu primeiro contato profissional na área da infância:
Quando fiz estágio na Vara de Família.

Desejo:
Continuar na defesa da garantia dos direitos das crianças.


Dados Municipais - Florianópolis

População: 342.315

População Infanto-Juvenil (0 a 19 anos): 124790

Índice de Desenvolvimento Humano: 0,875

Índice de Desenvolvimento Infantil: 0,745

Mortalidade Infantil: 19,72 mortes por mil nascidos vivos

Matriculados Ensino Fundamental: 14.858

Matriculados Ensino Médio – Regular e Técnico: 21.197

Fontes:
População: IBGE - Censo 2000
IDH: UNICEF 2000
IDI: UNICEF 2001
Mortalidade: Datasus - Ministério da Saúde
Educação: INEP 2004


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