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31/08/2009

Desnutrição infantil cai pela metade

Do clipping da Andi

Estudo sobre altura e nutrição de crianças e adolescentes, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que a desnutrição infantil diminuiu nos últimos 30 anos no país, principalmente entre os menores de cinco anos. Entre 1974 e 1975, 16,6% das crianças brasileiras nesta faixa etária eram desnutridas. Entre 2002 e 2003, esse índice caiu para 4,6%, e continua diminuindo. Um dos resultados da queda do índice de desnutrição é que os jovens estão mais altos, superando em algumas regiões os padrões internacionais.

A desigualdade econômica continua sendo um fator determinante na questão da nutrição e na altura. O pesquisador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Augusto Monteiro, diz que, mantida a taxa anual de declínio (6,3%), em dez anos, a desnutrição infantil poderá deixar de ser um problema de saúde pública. Os dados mostram que a desnutrição foi reduzida em cerca de 50%, de 13,5% em 1996 para 6,8% em 2006/7.

Dois terços dessa redução podem ser atribuídos à evolução favorável de quatro fatores: aumento da escolaridade materna, crescimento do poder aquisitivo das famílias, expansão da assistência à saúde e melhorias no saneamento, como explica Monteiro. Ele salienta que a progressão desta melhoria na qualidade de vida tem que estar atrelada às políticas públicas em vigor. “A conquista desse resultado dependerá da manutenção das políticas econômicas e sociais, que têm favorecido o aumento do poder aquisitivo dos mais pobres e de investimentos públicos que permitam completar a universalização do acesso da população brasileira aos serviços essenciais de educação, saúde e saneamento”, destacou.

Ácido Fólico - Uma resolução em vigor desde 2004 obriga os fabricantes de farinha de trigo e milho a adicionar no produto uma quantidade extra de ácido fólico, uma vitamina que previne má formação do sistema nervoso do bebê. Para especialistas envolvidos no Estudo Colaborativo Latino-Americano de Malformações Congênitas (Eclamc), no entanto, as 150 microgramas do nutriente presentes em cada cem gramas de farinha não são suficientes para suprir o que o corpo precisa. Dados do Eclamc mostram que o ideal seria 400 microgramas.

Para resolver o problema, sugerem que o nutriente seja adicionado também ao açúcar. Para o professor de neurocirurgia Hélio Rubens Machado, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o aumento beneficiaria as gestantes, pois o déficit da vitamina pode aumentar o risco do feto desenvolver alterações no tubo neural, que dão forma ao cérebro e à medula do bebê. A professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e obstetra, Mirela Foresti Jiménez, diz que a mulher deve começar a ingerir ácido fólico três meses antes da gravidez até a 14ª semana. “Mas o problema é que muitas não planejam e engravidam com déficit prejudicando o bebê”, diz. O ácido fólico pode ser encontrado em verduras verdes escuras como o espinafre e o brócolis.

Diário Catarinense (SC), Zero Hora (RS) – 29/08/2009


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