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25/06/2009

Pesquisa mostra que o ecstasy chegou ao ensino médio

Do clipping da Andi

O dado mais preocupante do Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado ontem (24) é o número de consumidores de ecstasy entre jovens estudantes brasileiros do ensino médio, que seria de 3,4% dessa população em 2007. O crescimento do consumo e a apreensão de drogas sintéticas colocaram o Brasil na 22ª posição no ranking dos países que já apreenderam esse tipo de droga, e o único na América do Sul. Foram 210 mil comprimidos apreendidos em 2007. No ano passado, a Polícia Federal descobriu, no Paraná, o primeiro laboratório clandestino no País, o que revelou o início de uma produção local. A maior preocupação da ONU seria com os chamados “usuários problemáticos’’, algo em torno de 18 a 38 milhões de pessoas com idade entre 15 e 64 anos.

A evidência de que as drogas invadiram a vida dos jovens, incluindo os que estão inseridos em classes sociais mais altas, não se restringe às chamadas “balas” ou drogas do amor, consumidas, em especial, nas baladas. Outros estudos já mostram que a escalada do crack e da cocaína também se deu entre as pessoas com menos de 18 anos. Esse tipo de consumo também aproxima os adolescentes do mundo do crime. Migrar das estatísticas de usuário ou dependente para jovem ou adolescente em conflito com a Lei, não é um caminho raro de ser percorrido. Pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) avaliou 150 meninos da unidade da Fundação Casa de Ribeirão Preto, no interior, e encontrou a relação: do total de internos analisados, 96,7% disseram ter experimentado maconha e 65,3% deles confirmaram o uso de cocaína.

O Estado de São Paulo (SP) – 25/06/2009


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