Todo empreendimento conjunto implica em que atividades e tarefas sejam distribuídas entre pessoas, nas mais diversas condições:
- elas podem ou não pertencer ao grupo que está tomando a iniciativa de fazer algo;
- podem ou não receber uma remuneração pelo trabalho que assumiram;
- podem ter uma experiência anterior e saber fazer bem a tarefa ou serem iniciantes para quem executá-la represente um grande desafio.
Responsabilidade se refere à capacidade de dar respostas, à capacidade de cumprir uma incumbência e de prestar contas. Ela é uma conseqüência do livre arbítrio, da capacidade humana de tomar decisões, que sempre envolve um certo grau de liberdade. Ela se relaciona tanto com as ações que as pessoas realizam conscientemente, quanto com as conseqüências que advém destas ações, até onde se podem imputá-las a quem as realizou. Portanto, só se pode exigir responsabilidade de pessoas capazes de assumi-la.
Assim se chega à noção de competência, que pode ser entendida como a capacidade de agir ou desencadear ações, atividades e tarefas dentro de princípios e linhas de atuação claramente definidos. Portanto, assumir responsabilidade dentro de uma instituição ou de um empreendimento comum exige, de quem a assume, um nível de competência adequado para a sua realização.
Quem assume a responsabilidade por algo, assume o dever de realizar o que assumiu da melhor maneira possível, na medida das suas capacidades e conhecimentos, e de acordo com as regras vigentes ou acordos feitos, além de assumir também o dever de prestar contas àquele de quem recebeu a tarefa, pois uma vez assumida a responsabilidade, as demais pessoas envolvidas no empreendimento tornam-se dependentes da sua capacidade de execução.
A delegação de uma responsabilidade a alguém cria, pois, uma relação entre duas partes. Para que esta relação se encaminhe de forma adequada é preciso considerar alguns pontos de atenção:
- antes de fazê-la, é necessário ponderar suas conseqüências.
- aquele a quem se delega deve ter condições de assumir a responsabilidade.
- a tarefa e a autoridade dela decorrente devem estar claramente circunscritas e descritas, de forma a não deixar dúvidas ou dar margem a interpretações pessoais.
- a descrição objetiva da tarefa não deve impedir a iniciativa pessoal de quem recebe a responsabilidade.
- quem recebe a responsabilidade precisa dispor do tempo necessário para desempenhá-la.
- quem delega a responsabilidade precisa acompanhar o andamento do desempenho da tarefa pelo novo responsável e procurar apoiá-lo no que necessitar.
- quem assume a responsabilidade deve dispor das informações e meios necessários para realizar a tarefa.
- entre quem delega e quem assume deve haver uma boa comunicação.
- a delegação deve ser feita "pra valer"!