Do clipping da Andi
De acordo com um levantamento inédito realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), mais de 2,4 mil abrigos de crianças e adolescentes estão espalhados por aproximadamente mil municípios brasileiros. São Paulo é o estado com maior número de abrigos, 696; o Amapá é o que tem menos, com apenas dois. Já no Rio de Janeiro, encontram-se 211 unidades.
O objetivo do levantamento é constatar quais os serviços prestados por esses abrigos e a qualidade dos mesmos, além de saber quantas crianças estão nessas condições e quais estão por motivos de pobreza. A pesquisa contará ainda com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz, que visitará cada uma das unidades entre os meses de julho e outubro deste ano. Segundo a diretora de Proteção Social e Especial do MDS, Valéria Gonelli, é preciso saber quantas crianças vivem em abrigos e qual a situação do acolhimento.
A partir daí o governo terá melhores condições de elaborar políticas públicas para a área, pois de acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feita em 2003, 40% das crianças estão abrigadas por motivos de pobreza e é preciso alcançar a família dessas crianças. Segundo Valéria, o levantamento é fundamental para que o Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária seja implementado.
O reflexo direto pode ser visto nos números do Cadastro Nacional da Adoção, lançado ano passado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No Brasil, 2.360 crianças estão cadastradas para adoção e o número de pais que pretendem adotar é de 14.843. Ainda assim, a conta não fecha.
Jornal do Brasil (RJ), Luciana Abade – 29/04/2009