do clipping da Andi
Segundo uma pesquisa americana publicada no Journal of Law & Economics, se os anúncios de fast-food fossem banidos, o número de crianças de 3 a 11 anos acima do peso seria reduzido em 18% e o de adolescentes de 12 a 18 anos, 14%. Para especialistas americanos, trata-se do primeiro estudo a mostrar que os comerciais televisivos têm grande impacto na obesidade infantil.
No Brasil, um estudo divulgado pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, no ano passado, com 816 famílias que têm filhos de sete a 14 anos, relacionou a obesidade das crianças à quantidade de propaganda de alimentos ricos em gordura, açúcar, sal e óleo exibidos na televisão.
A pesquisa revelou que cerca de 27% da propaganda exibida era de alimentos. Desse total, 57% vendia produtos como refrigerantes, achocolatados, bolachas recheadas e salgadinhos. Das crianças avaliadas, 24% tinham sobrepeso ou obesidade, e a maioria comia muitos alimentos gordurosos ou cheios de açúcar.
Fonte: Folha de S. Paulo (SP) – 24/11