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A Educação no Brasil


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Autoria: Ilanud*

Introdução
Defasagem escolar
Onde está o analfabetismo?




Introdução

Para que possamos tecer qualquer análise sobre a educação no Brasil é preciso apresentar, ainda que resumidamente, a estrutura do sistema educacional. O Ensino Infantil destina-se a crianças de 0 a 6 anos de idade e compreende as creches e pré-escolas. Por sua vez, o Ensino Fundamental atende à faixa etária de 7 a 14 anos de idade e tem duração de oito anos. Em seguida está o Ensino Médio, que se subdivide em ensino médio em sentido estrito (o antigo 2º grau) e ensino médio profissionalizante. Por fim, completando essa estrutura, está o Ensino Superior (faculdades, universidades e centros tecnológicos). Nesse texto, cujo foco são as crianças e os adolescentes, a educação será tratada a partir de três grandes eixos: Ensino Infantil, Ensino Fundamental e analfabetismo.

Partimos do Ensino Infantil - momento anterior ao Ensino Fundamental - onde estão compreendidas as creches e pré-escolas destinadas às crianças de 0 a 6 anos de idade. Segundo a tabela 1, a taxa de freqüência à pré-escola ou creche da faixa etária de 0 a 6 anos é de 36.5%. Contudo, se separarmos em dois grupos distintos, a taxa de freqüência de 0 a 3 anos (creche) é 11,7% e de 4 a 6 anos (pré-escola) é 67%. Se confrontarmos esses dados com o número de crianças, perceberemos que aproximadamente 3,2 milhões de crianças de 4 a 6 anos estão fora da escola e, de 0 a 3 anos, aproximadamente 10 milhões. O Governo Federal, conforme previsão do Plano Nacional de Educação (PNE), reconhecendo a importância do acesso à educação infantil, pretende atender até 2010 cerca de 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80% das de 4 a 6 anos 1 . Entretanto, ainda que essa meta seja atingida, restará um grande contingente excluído. É por conta dessas preocupações que recentemente as mobilizações em torno da inclusão do Ensino Infantil no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Professores da Educação (Fundeb) estão ganhando força junto a inúmeros segmentos da sociedade civil organizada.

Tabela 1 - Crianças de 0 a 6 anos de idade e taxa de freqüência à escola ou creche, por grupos de idade, segundo as Grandes Regiões - 2002

Grandes Regiões

Crianças de 0 a 6 anos

Taxa de freqüência à escola ou creche (%)

Total

0 a 3 anos

4 a 6 anos

Total

0 a 3 anos

4 a 6 anos

Brasil (1)

21 472 370

11 811 792

9 660 578

36,5

11,7

67,0

Norte (2)

1 528 973

849 062

679 911

32,6

7,9

63,4

Nordeste

6 958 524

3 898 155

3 060 369

37,7

10,7

72,0

Sudeste

8 457 818

4 632 484

3 825 334

38,6

13,2

69,4

Sul

2 908 273

1 557 528

1 350 745

33,6

13,6

56,6

Centro-Oeste

1 575 410

852 693

722 717

30,7

8,4

57,0

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. (2) Exclusive a população rural .


No Ensino Fundamental destacam-se os dados relativos à taxa de escolarização (tabela 2). A análise dos números referentes a 2002 e 1997 indica claramente o aumento no nível de escolarização, ou seja, o aumento no número de crianças e adolescentes que freqüentam a escola. Assim, se em 1997, por exemplo, 93% dos jovens entre 7 e 14 anos (faixa etária correspondente, em teoria, aos alunos do ensino fundamental) freqüentavam a escola, em 2002 o percentual cresce para 96,9%. Por outro lado, apesar deste aspecto positivo - o aumento da taxa de escolarização na última década - percebemos a manutenção da queda nas taxas de escolarização na medida que em aumenta a idade dos alunos. Deste modo, se comparamos a faixa etária de 7 a 14 anos com as demais, notamos uma redução no número de jovens com mais de 14 anos que freqüentam a escola ou que permanecem estudando.

Tabela 2 - Taxa de escolarização de 7 a 24 anos por grupos de idade segundo regiões 1997/2002

 

7 a 14 anos

15 a 17 anos

18 a 19 anos

20 a 24 anos

1997

2002

1997

2002

1997

2002

1997

2002

Brasil (1)

93,0

96,9

73,3

81,5

45,8

51,1

21,9

26,7

Norte (2)

91,9

95,2

75,9

81,9

51,7

59,1

27,3

31,1

Nordeste

89,4

95,8

69,3

79,9

45,4

55,7

21,1

28,8

Sudeste

95,5

97,8

77,4

83,8

47,1

48,0

22,5

24,8

Sul

94,9

97,9

70,4

78,8

40,0

45,8

19,6

25,7

Centro-oeste

93,2

97,1

71,1

80,3

46,4

52,9

22,1

28,3

Fontes: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1997 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 1998; IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2002.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. (2) Exclusive a população rural.

 

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Defasagem escolar

Assim, para entender um pouco mais todo esse complexo, é preciso considerar o tema da defasagem escolar. Isto porque, apesar das maiores taxas de escolarização se concentrarem na faixa etária de 7 a 14 anos, o que, em teoria deveria se referir ao Ensino Fundamental, há um grande grupo de jovens que não se encontram na série adequada e estão defasados. As taxas de escolarização, por exemplo, não indicam por si só se o adolescente de 17 anos está no Ensino Fundamental ou Médio. Dessa maneira, não podemos concluir que os jovens estão finalizando o ensino fundamental por meio da mera análise da taxa de escolarização, devemos também considerar as taxas de defasagem escolar.

Os dados abaixo apresentados (tabela 3) demonstram que, no final da década passada, houve uma redução em todas as idades das taxas de defasagem escolar. Todavia, tais taxas continuam extremamente elevadas, persistindo o seu aumento progressivo conforme o aumento da idade das crianças e jovens. Desta forma, 14,4% das crianças de 7 anos de idade já se encontram fora da série em que deveriam estar cursando. Em relação aos adolescentes de 14 anos esta porcentagem aumenta de uma forma extremada, pois 65,7% destes jovens estão defasados - ou seja, não estão concluindo o Ensino Fundamental.

Tabela 3 - Taxa de defasagem escolar da população de 7 a 14 anos por regiões - 1997/2002

 

 

7anos

8 anos

9 anos

10 anos

1997

2002

1997

2002

1997

2002

1997

2002

Brasil

22,8

14,4

39,9

27,5

49,6

35,5

57,8

41,3

Norte

27,7

14,9

49,5

35,6

64,3

44,7

71,3

50,3

Nordeste

37,1

19,7

63,1

37,5

72,4

50,9

78,6

57,9

Sudeste

20,5

13,9

28,6

21,9

37,4

27,7

46,6

32,4

Sul

4,4

3,7

21,9

18,9

30,2

20,5

39,2

25,5

Centro-oeste

13,7

13,9

30,7

25,1

44,1

30,3

51,1

36,1

 

 

11 anos

12 anos

13 anos

14 anos

1997

2002

1997

2002

1997

2002

1997

2002

Brasil

62,8

48,3

67,6

54,3

72,3

58,4

76,6

65,7

Norte

73,8

59,0

78,2

66,1

83,9

73,1

89,4

81,1

Nordeste

82,0

67,5

85,8

73,7

87,5

79,8

89,8

84,1

Sudeste

52,7

39,5

57,6

45,3

63,4

44,5

68,0

51,8

Sul

44,6

29,9

51,9

35,3

58,8

44,7

66,1

56,8

Centro-oeste

59,1

39,3

65,5

49,3

71,1

57,0

77,3

66,9

Fontes: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1997 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 1998; IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2002.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. (2) Exclusive a população rural.


Outro indicador importante da relação entre idade e educação é a média de anos de estudo (tabela 4). Aqui é analisada a média de tempo que os indivíduos de determinada faixa etária permaneceram estudando. Como valor referencial vale dizer que um jovem de 14 anos deveria possuir 8 anos de estudo (referente ao término do Ensino Fundamental), enquanto um jovem de 17 anos deveria possuir 11 anos (término do Ensino Médio).

Tabela 4 - Média de anos de estudo da população de 7 anos ou mais de idade, por grupos de idade, segundo as grandes regiões

Grandes Regiões

Média de anos de estudo da população de 7 anos ou mais de idade,
por grupos de idade

7
anos

8
anos

9
anos

10
anos

11
anos

12
anos

13
anos

14
anos

Brasil (1)

0,2

0,9

1,7

2,4

3,2

4,0

4,7

5,4

Norte (2)

0,2

0,8

1,5

2,3

2,9

3,6

4,3

5,0

Nordeste

0,2

0,8

1,4

2,1

2,7

3,3

3,9

4,5

Sudeste

0,1

0,9

1,8

2,6

3,5

4,4

5,2

6,0

Sul

0,2

1,1

2,0

2,8

3,7

4,5

5,3

6,1

Centro-Oeste

0,2

0,9

1,8

2,6

3,5

4,2

5,0

5,7

Tabela 4 - Média de anos de estudo da população de 7 anos ou mais de idade, por grupos de idade, segundo as grandes regiões

Grandes Regiões

Média de anos de estudo da população de 7 anos ou mais de idade,
por grupos de idade

15
anos

16
anos

17
anos

18
anos

19
anos

20 a 24
anos

25 ou mais anos

Brasil (1)

6,1

6,7

7,2

7,8

8,1

8,2

6,1

Norte (2)

5,6

6,4

6,9

7,6

7,7

7,9

6,2

Nordeste

5,1

5,5

5,9

6,2

6,6

6,7

4,6

Sudeste

6,7

7,5

8,0

8,7

9,1

9,0

6,8

Sul

6,9

7,6

8,1

8,7

8,9

8,9

6,5

Centro-Oeste

6,3

6,8

7,6

8,1

8,4

8,3

6,4

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2002.

(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. (2) Exclusive a população rural.

Conforme os dados acima, percebe-se que a média de anos de estudo encontra-se bem abaixo do ideal, o que complementa os dados relativos à defasagem escolar. Enquanto, no plano ideal, o estudante de 14 anos deveria ter 8 anos de estudo, na média nacional esse estudante possui 5,4 anos. A média de 8 anos de estudo será alcançada apenas na faixa etária de 20 a 24 anos. A queda brusca, com relação à faixa etária imediatamente posterior na média de anos de estudo verificada na faixa etária de "25 anos ou mais", se deve ao fato de a população com maior idade possuir um baixo nível de escolaridade. A amplitude do universo estatístico (nesse caso todos com mais de 25 anos), acaba "puxando" a média para baixo. Por fim, também aqui percebemos ser o nordeste a região mais problemática, pois a sua média de anos de estudo é inferior às médias das outras regiões do país.


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Onde está o analfabetismo?

Finalmente, mas não menos relevante, destacamos algumas informações sobre o analfabetismo. Ainda que raramente se discuta o problema do analfabetismo junto às crianças e adolescentes, interessa-nos essa temática por ser uma face bastante complexa da educação no Brasil. A não identificação do analfabetismo junto às crianças e adolescentes decorre do fato de a caracterização (conceitual e estatística) do analfabetismo ocorrer em faixas etárias mais elevadas nas quais as pessoas já deveriam estar escolarizadas. Nas faixas etárias mais jovens parte-se, freqüentemente, do pressuposto de que esses indivíduos ainda irão passar pela escola em algum momento de suas vidas. A própria Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) tem considerado como limite a idade de 15 anos, a partir da qual a pessoa pode ser considerada analfabeta.

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) 2 , em 2002, 11,8% da população brasileira de 15 anos ou mais anos de idade era analfabeta - aproximadamente 14,6 milhões de pessoas. Dentro desse universo estatístico e marco conceitual, assistimos a uma queda da taxa de analfabetismo ao longo da década de 90, pois, em 1992, ela era de 17,2 %, o que representa uma redução de mais de 30% em uma década.

Entretanto, de acordo com a metodologia utilizada pelo IBGE, basta para ser considerada alfabetizada a pessoa capaz de ler e escrever pelo menos um bilhete simples no idioma que conhece. Neste sentido, apesar de a pessoa estar familiarizada com a língua, ela pode não possuir as habilidades necessárias para satisfazer as suas demandas pessoais e profissionais básicas. A esta falta das habilidades de leitura e escrita dá-se o nome de analfabetismo funcional, uma noção mais ampla que consegue circunscrever uma realidade mais complexa. Assim, ao contrário do conceito de analfabeto genericamente utilizado pelas pesquisas, o analfabetismo funcional abrange, tecnicamente, os indivíduos com menos de 4 anos de estudo completos. Sem entrar no mérito da qualidade do ensino ofertado entende-se que antes desse período não há uma efetiva alfabetização.

Se considerarmos, desse modo, o analfabetismo funcional, perceberemos que as taxas são superiores àquelas anteriormente apresentadas. Em 2002, 26% da população era analfabeto funcional - aproximadamente 32,1 milhões de pessoas (veja tabela 5). Sob essa ótica, o problema do analfabetismo apresenta-se mais grave e preocupante, pois há uma discrepância entre os dados relativos ao analfabetismo funcional (26% em 2002) e os dados que consideram não alfabetizado o indivíduo incapaz de ler e escrever um simples bilhete (11,8% em 2002).

Tabela 5 - Taxa de analfabetismo funcional das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por situação do domicílio

Brasil (1)

26,0

Norte (2)

24,7

Rondônia

25,3

Acre

26,3

Amazonas

17,8

Roraima

27,7

Pará

27,2

Região Metropolitana de Belém

16,6

Amapá

20,2

Tocantins

34,9

Nordeste

40,8

Maranhão

45,2

Piauí

46,0

Ceará

38,5

Região Metropolitana de Fortaleza

22,9

Rio Grande do Norte

35,6

Paraíba

44,8

Pernambuco

36,5

Região Metropolitana de Recife

20,9

Alagoas

47,8

Sergipe

37,7

Bahia

40,8

Região Metropolitana de Salvador

17,2

Sudeste

19,6

Minas Gerais

25,5

Região Metropolitana de Belo Horizonte

15,1

Espírito Santo

23,1

Rio de Janeiro

17,9

Região Metropolitana do Rio de Janeiro

15,8

São Paulo

17,3

Região Metropolitana de São Paulo

14,4

Sul

19,7

Paraná

23,1

Região Metropolitana de Curitiba

15,9

Santa Catarina

17,6

Rio Grande do Sul

17,6

Região Metropolitana de Porto Alegre

13,6

Centro-Oeste

23,8

Mato Grosso do Sul

24,4

Mato Grosso

25,9

Goiás

27,2

Distrito Federal

12,6

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores.

Sociais, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2002.

Importante destacar ainda outras especificidades nas taxas de analfabetismo. As áreas rurais apresentam taxas em média quase três vezes maiores que aquelas apresentadas pelas áreas urbanas. Outro aspecto diz respeito às diferenças existentes entre as diversas regiões brasileiras. Segundo o IBGE, o nordeste, por exemplo, possui 40,8% de analfabetos funcionais, enquanto que a região sul apresenta 19,7%.

Podemos afirmar que esta década inaugurou um quadro educacional mais positivo. Contudo, a atual situação da educação no Brasil está longe do ideal em decorrência de graves problemas como o analfabetismo, a defasagem escolar, a permanência na escola, a qualidade do ensino público ofertado e as condições de acesso universal a diferentes segmentos econômicos, sociais, étnico/raciais e de gênero, sobretudo no nível superior. Em relação ao analfabetismo, há ainda uma reflexão importante no que se refere às causas que levaram à queda nas taxas de analfabetismo no Brasil na última década. Segundo estudo realizado pela Organização Não-Governamental Ação Educativa, "o declínio das taxas de analfabetismo é um fenômeno recente que não resulta de políticas públicas educacionais abrangentes, contínuas e adequadas para a população jovem e adulta, mas do esforço pela universalização do ensino fundamental para crianças e adolescentes"3. Isto significa ser imprescindível a elaboração de políticas públicas destinadas à população analfabeta com idade superior a 15 anos, pois não houve, na última década, uma alteração da situação de analfabetismo da população jovem e adulta, mas sim uma alfabetização de crianças e adolescentes, o que reduziu a taxa de analfabetismo.

No tocante à Educação Infantil, ainda que não seja uma etapa obrigatória, constitui um direito da criança e um dever do Estado. Apesar do reconhecimento de sua importância na formação do indivíduo ser recente, em comparação ao Ensino Fundamental, existe atualmente uma preocupação com essa fase da educação. As políticas públicas de educação, conforme previsto no próprio Plano Nacional de Educação, devem dirigir-se a garantir e aumentar o atendimento a crianças de 0 a 6 anos de idade, ofertando uma Educação Básica de qualidade.

Para concluir, em relação ao Ensino Fundamental, apesar dos aspectos positivos constatados, como 96,9% das crianças e adolescentes de 7 a 14 anos estarem freqüentando a escola, ainda restam diversos desafios. Talvez o ponto central, além da qualidade do ensino ofertado e da permanência das crianças e adolescentes na escola, seja a adequação da idade dos estudantes às séries freqüentadas. Nesse contexto, a questão da defasagem escolar se reveste de extrema importância, pois, como antes analisado, há uma alta concentração de alunos que deveriam, em teoria, estar no Ensino Médio, mas ainda se encontram cursando o Fundamental. Soma-se a esse dado a queda nas taxas de escolarização de acordo com o aumento das faixas etárias, o que demonstra a dificuldade na permanência do aluno na escola quando atinge idades superiores. Por fim, torna-se fundamental na elaboração de políticas públicas para e educação levar em conta as especificidades e as necessidades de cada região do País.



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1. Política Nacional de Educação Infantil: pelo direito das crianças de zero a seis anos à educação, Secretaria de Educação Básica, Ministério da Educação, p. 06.

2.O Síntese de Indicadores Sociais, 2003.

3. Síntese do debate alfabetização e analfabetismo: desafios para as políticas públicas / Ação Educativa - São Paulo: Ação Educativa, 2003, p. 19.

* O Instituto Latino Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito
e Tratamento do Delinqüente (Ilanud) é parceiro do RISolidaria.



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