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Cresce número de adolescentes em medida socioeducativa, mas medidas são caras e as unidades precárias
04 de janeiro de 2007
MARCELA TAHAN
da redação do Pró-menino/RISolidaria
O total de internos no sistema socioeducativo brasileiro cresceu 28% entre 2002 e este ano. Esse dado foi divulgado em setembro pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). Naquele momento havia cerca de 15,4 mil jovens cumprindo penas, sendo que 68% deles estavam em regime de internação.
Apesar do grande número de meninos internados, as unidades de internação estiveram superlotadas e com péssimas condições de alojamento. Segundo o relatório Inspeção Nacional às Unidades de Internação de Adolescentes em Conflito com a Lei, produzido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), além da precariedade e do grande número de internos nas unidades, foram identificados também casos de espancamentos e prazos de internação provisória expirados. A pesquisa foi feita em 30 unidades em 21 estados e no Distrito Federal e apresentada em maio.
Já o levantamento apresentado à Universidade de Brasília (UnB) pela socióloga Bruna Papaiz Gatti apontou que as medidas socioeducativas custam muito caro, têm eficácia duvidosa e estão cada vez mais saturadas. Cada jovem internado no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) e no Centro de Internação Granja das Oliveiras (Ciago), no Distrito Federal, custa em média, R$ 7 mil por mês, segundo a pesquisa.
Confira o que foi publicado com relação ao tema:
Unidades socioeducativas estão superlotadas e com más condições
Estudo sobre situação de unidades socioeducativas é criticado
Liberdade assistida custa dez vezes menos
Unidades socioeducativas têm alto custo e pouca eficiência
Cresce número de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa